Época certa para usar Creme dental com Flúor na escovação dentária das nossas crianças.

O flúor tem e teve um papel muito importante na Odontologia, especialmente na prevenção. Flúor é seguro e bom para manter os dentes fortes, mas somente em níveis adequados, e não deve ser engolido em quantidades excessivas. Lembramos que há política governamental de fluoretação das águas, e que é importante que as crianças cuspam o creme dental da melhor maneira possível, para não somar o flúor contido no creme com o flúor proveniente da alimentação.
Flúor ingerido em excesso, ao longo do tempo, pode causar fluorose, uma doença que pode comprometer severamente a saúde dental, causando desde manchas a defeitos estruturais no dente. Há também o risco de uma intoxicação aguda por flúor, quando ingerido em grandes quantidades.
Creme dental com flúor é bom e importante, no entanto, na época certa. Por esses motivos, recomendamos o seu uso quando a criança souber cuspir, e mesmo assim, devemos ficar juntos e orientá-la. Chamamos atenção ainda que a maior parte das pastas infantis contém flúor, e que é preciso observar na embalagem: sem flúor ou não contém flúor. Além disso, as pastas infantis geralmente são saborosas e algumas crianças “comem” pasta, o que deve ser evitado.

Aproveitem o momento da higiene bucal com as crianças como um momento divertido e de cuidados o que pode aumentar cada vez mais os laços de afetividade!

Um feliz mês de agosto para todas e todos, um abraço,

Dra. Andrea Möllmann (CRORS 9549).

Inapetência Alimentar na Infância

A etapa de nutrição nas fases pré-escolar e escolar caracteriza-se por ser um período de crescimento estável com menores necessidades para o crescimento que a etapa anterior e posterior a infância. O grau de maturidade alcançado pela maioria dos órgãos e sistemas equipara-se ao adulto, com graus de variabilidade individual e de atividade física que implicam em diferenças nas necessidades energéticas. No entanto, o hábito alimentar da criança nessa faixa etária, principalmente na idade pré-escolar (2 a 6 anos), é extremamente importante, pois reflete diretamente em seu crescimento e desenvolvimento. A criança aprimora progressivamente seu sentido de sabor e desenvolve suas preferências baseadas na textura, no aroma e na apresentação dos alimentos. A aparência contribui para a aceitação da alimentação, influenciando, inclusive, a percepção dos sabores.
A estreita dependência familiar, fundamentalmente materna, que existe até os 3 anos de idade, é rompida e as relações são ampliadas a outras ambiências de seu meio sociocultural, com forte influência do meio externo, tendo a mídia um papel de destaque. A escolarização permite que a criança adquira certo grau de autonomia em sua alimentação, sem supervisão familiar. Portanto, o papel da escola é fundamental e, para que seja cumprido adequadamente, torna-se importante a construção de programas de educação nutricional integrados ao currículo e à merenda, com a participação da família.
A importância do crescimento e do desenvolvimento bioneuropsicomotor, produzidos durante os períodos pré-escolar e escolar, passa pela construção de hábitos sadios ainda na infância, os quais configurarão os hábitos do adulto. A evidência de que boas formas física, intelectual e emocional baseiam-se em uma alimentação equilibrada, leva a valorizar essa etapa da vida como uma época especial para construir bons hábitos alimentares e de vida, dentro de um processo de aprendizagem que se dá nos ambientes familiar e escolar. Os hábitos aprendidos nessa etapa têm grande possibilidade de serem mantidos por toda a vida, tendo em vista que é durante a infância que os hábitos adquiridos têm maior repercussão no futuro. As conseqüências dos desequilíbrios alimentares durante a infância refletirão na saúde do adulto, sendo necessário, portanto, insistir na importância da educação alimentar durante toda a infância, tanto no meio familiar quanto no escolar, em constante troca de experiências.
Dicas para a recusa alimentar na infância:

- Novos alimentos devem ser oferecidos para a criança provar em torno de 8 a 10 vezes, mesmo que seja em quantidade mínima, somente assim a acriança conhece o verdadeiro sabor do alimento e estabelece seu padrão de aceitação.
- As refeições e lanches devem ser oferecidos em horários fixos diariamente, com intervalos suficientes para que a criança sinta fome na próxima refeição. Um grande erro é oferecer ou deixar a criança se alimentar sempre que deseja, pois assim, ela não tem apetite no momento das refeições. O intervalo entre uma refeição e outra deve ser de 2 a 3 horas. Por exemplo:



Café da manhã às 8h


Lanche matinal às 10h


Almoço ao meio-dia


Lanche da tarde às 15h


Jantar às 19h


Lanche antes de dormir se tiver fome.

- Deve-se estabelecer um tempo definido e suficiente para cada refeição e, se nesse período a criança não aceitar os alimentos, a refeição deve ser encerrada, oferecendo-se algum alimento só na próxima refeição.
- O tamanho das porções nos pratos deve ser de acordo com a aceitação da criança, não é necessário encher o prato se a criança não aceita. É melhor que repita o prato do que desperdice.



- Refrigerantes, balas e doces devem ser evitados, mas não devem ser proibidos, apenas controlados.


- O ambiente no qual a criança se alimenta deve ser calmo e tranqüilo.


- A criança deve ser envolvida na realização das refeições, como participar de sua compra e de sua preparação.


- Alimentos de difícil aceitação como frutas, legumes e verduras devem ser repetidos de 2 a 3 vezes na semana até que sejam aceitos naturalmente.


- Lembre-se: É importante que os pais sejam firmes nas condutas e preparados quanto à capacidade de colocar limites e modificar padrões inadequados de comportamento da criança e da própria família.


Ana Cláudia da Cunha Gonçalves (CRN2 8961)

Nutricionista

NUTRIVIDA Assessoria Alimentar